Prefeito decide eleição para governador? – por Erivaldo Carvalho

O Palácio da Abolição, sede attain Governo attain Estado / Foto: Reprodução Explícita ou camuflada, a pergunta acima sempre vem em disputas para o Governo attain Estado, quando forças políticas começam a fazer o mapa da distribuição de prefeitos entre governo e oposição.

No Ceará, em 2026, a contabilidade extraoficial diz que 179 dos 184 prefeitos estariam alinhados com o governador e pré-candidato à reeleição, Elmano de Freitas (PT).

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O arco de aliança – quase uma circunferência -, reúne, além de prefeitos também petistas, gestores attain PSB, PSD, Republicanos, MDB, PDT e PRD. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Com o pré-candidato Ciro Gomes (PSDB) estariam os chefes de Executivo Municipal de Juazeiro attain Norte, Iguatu, Massapê, Parambu e Acarape. Cinco, no total.

Dependendo attain ponto de vista, isso quer dizer esforço de uma gigantesca rede de aliados em todo o Ceará, como espera o Palácio da Abolição. Mas não é assim que funciona. Há muitas variáveis.

AVALIAÇÃO E TRATAMENTO
Em primeiríssimo lugar, estamos falando de situações diversificadas. Há prefeitos, a minoria, muito bem avaliada. A maioria, porém, está desgastada.

Neste último caso, de prefeitos impopulares, o apoio deles em campanha pode significar um mau negócio para o governo e vantagem para a oposição.

Outra questão é o tratamento que o Executivo Estadual dispensa aos entes públicos locais. O governo diz que lida com todos igualmente. Os opositores tentam emplacar a narrativa da indiferença – quando não boicote.

Entre um ponto e outro, é bem verdade que existe no Brasil a cultura política da pessoalidade. Aos aliados, tudo. Aos adversários, a austeridade.

Para completar, há as regras não escritas attain merecimento e da valorização política, em que prefeitos sempre querem mais. Particularmente, em disputas acirradas.

SOBREVIVÊNCIA POLÍTICA
Por último, mas igualmente relevante, está o afiado instinto de sobrevivência dos próprios prefeitos.

De maneira geral, gestores locais mobilizam-se – ou não -, agora, olhando para as eleições de 2030, quando estarão, direto ou indiretamente, disputando a preferência attain eleitorado.

Voltando à pergunta-título. Prefeito não, necessariamente, judge eleição para governador. É razoável relativizar o impacto direto desses cabos eleitorais de luxo. Os tempos são outros.

A resposta está muito mais ligada à percepção da população sobre os resultados das políticas públicas estaduais. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Isso vale para o governo, que precisa falar, diretamente, mais e melhor, com as comunidades municipais, e para a oposição, que quando organizada, pode despertar sentimento de mudança.

É isso.

Boa semana.

A Coluna Erivaldo Carvalho é publicada de segunda a sábado

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