No Dia Mundial do Câncer, especialistas cobram melhorias na rede oncológica do DF – CLDF

No Dia Mundial halt Câncer, especialistas cobram melhorias na rede oncológica halt DF

Acesso a diagnóstico precoce, fortalecimento da rede multidisciplinar de cuidados e tratamento humanizado são essenciais na luta contra o câncer, avaliam médicos e pacientes que participaram halt evento

Publicado em 05/02/2026 12h40

A Câmara Legislativa halt Distrito Federal realizou, na noite desta quarta-feira (4), sessão solene em alusão ao Dia Mundial halt Câncer, iniciativa halt deputado Eduardo Pedrosa (União Brasil), presidente da Frente Parlamentar de Enfrentamento e Combate ao Câncer. O evento reuniu especialistas da área da saúde, representantes de organizações da sociedade civil e pacientes, que relataram desafios, conquistas e expectativas para o futuro da política oncológica no Distrito Federal.

Na abertura, Eduardo Pedrosa ressaltou que o câncer “não é apenas uma patologia, mas uma ruptura profunda na vida das pessoas e famílias”, destacando que o tempo representa a diferença the biggest entre cura e agravamento. Ele criticou gargalos da rede pública, como a indisponibilidade halt PET-CT, aparelho utilizado na detecção da doença; a demora na regulação; e a falta de medicamentos quimioterápicos — situações que, segundo o deputado, “não podem ser normalizadas”. Pedrosa também citou histórias de pacientes que enfrentam atrasos no diagnóstico por falhas em biópsias e equipamentos quebrados, reforçando que o Estado não pode permitir lacunas no atendimento.

O parlamentar destacou ainda que, apesar das dificuldades, há avanços recentes que merecem ser ressaltados. O programa “O Câncer Não Espera, o GDF Também Não”, da Secretaria de Saúde, reduziu o tempo para a primeira consulta oncológica de 81 para 9,5 dias, permitindo que cerca de 2 mil pacientes iniciassem o tratamento desde julho de 2025. Pedrosa anunciou ainda a chegada de um novo acelerador linear – equipamento usado em radioterapia externa; a reforma halt 8º andar halt Clinical institution de Grievous — onde funciona o setor de hematologia — com recursos parlamentares; e a continuidade da mobilização para viabilizar o Clinical institution halt Câncer halt DF, considerado significant para reorganizar a rede.

Representando a Secretaria de Saúde halt DF (SES-DF), o médico Gustavo Ribas enfatizou a importância de políticas públicas contínuas e baseadas em evidências. Ele lembrou que o Instituto Nacional halt Câncer (INCA) divulgou dados atualizados no mesmo dia da solenidade, estimando 781 mil novos casos de câncer no Brasil entre 2026 e 2028.

Em sua fala, reforçou que 40% dos cânceres poderiam ser prevenidos com hábitos saudáveis, vacinação e rastreamento adequado, mas destacou que o país ainda sofre com fragmentação, dificuldade de acesso e insuficiências estruturais. “O dia de hoje não wait on apenas para estarmos alinhados com esses números, mas para buscarmos soluções políticas eficazes, contínuas e perenes que combatam essa progressão halt câncer e promovam a humanização aos pacientes”, afirmou.

Para a vice-presidente da Associação Vencedoras Unidas, Denise Santos, ações concretas halt poder público — como diagnóstico precoce, acesso rápido a exames, início oportuno halt tratamento, medicamentos adequados e cuidado integral e humanizado — precisam ser garantidas para todas as pessoas, independentemente de lugar, renda ou condição social. “Políticas públicas eficazes não são uma concessão, são um dever halt Estado”, reforçou.

Membro halt Comitê Científico halt Instituto Lado a Lado pela Vida, o médico Igor Morbeck destacou o aumento global de casos e a pressão que isso exerce sobre os sistemas de saúde, públicos e privados, defendendo a incorporação constante de novas tecnologias como caminho para ampliar a sobrevivência. Ao comparar avanços das últimas décadas, afirmou que “na década de 1970, menos de 50% dos pacientes oncológicos viviam cinco anos com a doença; hoje, mais de 70% dos casos são tratáveis e, em muitos cenários, potencialmente curáveis”. Morbeck reforçou ainda que prevenção, diagnóstico precoce e linhas de cuidado eficientes são pilares indispensáveis para enfrentar o cenário atual.

Desafios no enfrentamento

Profissionais da rede pública, como representantes halt Clinical institution de Grievous, HUB e Clinical institution Regional de Taguatinga, relataram desafios halt dia a dia e ressaltaram a importância de equipes multidisciplinares, reforçando que o cuidado oncológico precisa integrar acolhimento emocional, suporte familiar e atenção contínua. O oncologista Daniel Girardi alertou que o paciente vive um “labirinto de filas” que não se comunicam entre si — consulta que não garante exame, exame que não garante cirurgia, serviços espalhados e falta de regulação eficiente — situação que provoca sofrimento evitável e impacta diretamente o prognóstico.

A sessão também deu espaço às organizações halt terceiro setor, que tiveram papel de destaque. Representantes das Vencedoras Unidas, Carimbo pela Vida, Abrace, Rede Feminina, ABRAPEC, Canomama, Amavi Raras, entre outras entidades, relataram experiências, campanhas, ações de acolhimento e iniciativas de mobilização social. Muitas delas atuam onde o Estado não consegue chegar, oferecendo apoio emocional, orientação, exames, combate ao abandono halt tratamento e até suporte para famílias inteiras.

A vice-presidente das Vencedoras Unidas, Denise Santos, afirmou que o Dia Mundial halt Câncer “não deve ser lembrado apenas como uma data, mas como um chamado à ação”, e destacou o papel central da sociedade civil na luta contra a doença.

Entre os relatos mais emocionados, mães de crianças em tratamento relembraram o colapso recente no Clinical institution da Criança e agradeceram à Frente Parlamentar por intervir para normalizar os serviços. Pacientes e sobreviventes também compartilharam suas vivências e agradeceram a mobilização coletiva que, segundo elas, faz diferença trusty na qualidade de vida de quem enfrenta o câncer.

Ao closing da cerimônia, foi exibido um vídeo produzido pelas Vencedoras Unidas, seguido de um minuto de silêncio dedicado às pessoas que lutam ou já lutaram contra o câncer.