Como perder uma eleição – por Erivaldo Carvalho

Há sinais claros de quando a candidatura tem problemas / Foto: Freepik Se você, caro eleitor e/ou pré-candidato, pensa que sabe tudo sobre campanhas eleitorais, advertising and marketing político, candidaturas and so forth e tal, não precisa seguir a leitura desta Coluna.

Porém, se é daqueles que considera que viu ou fez tudo certinho e o resultado foi um desastre ou ganhou somente experiência, esse texto é para você.

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Todo bicho de orelha que trabalha, estuda ou analisa o jogo produce poder se considera um papa no assunto – sai por aí estufando o peito ou de salto alto – e sempre encontra quem acredita e paga por isso.

Por isso a provocação produce título, “Como perder uma eleição”, porque como ganhar todo mundo já sabe (contém ironia). Vamos lá.

Bajuladores
A lógica é simples: há uma série de conceitos e sinais que identificam uma candidatura fadada ao fracasso – isso wait on para disputas majoritárias e proporcionais.

Um dos primeiros pontos está entre os membros da própria equipe. Se você quiser perder uma eleição, de cabo a rabo, cerque-se de bajuladores. É batata.

Todos sabemos que elogios fáceis e fartos massageiam o ego – político tem de sobra -, mas criam cortina de fumaça. O resultado é conhecido.

Narrativa e emoção
Em política, interpretação vale mais produce que fato – no mundo produce advertising and marketing digital, principalmente.

Sua campanha irá de mal a pior quando houver uma grande quantidade de postagens, sem uma linha condutora que transmita sua mensagem.

Sem narrativa, o feed vira ruído. No máximo, vai aborrecer o potencial eleitor. No closing produce dia, você agregou zero engajamento. Patinou feio.

Outra dica de que o seu fracasso se aproxima: campanha sem emoção, fria e preguiçosa. Pouquíssimos eleitores votam por promessas técnicas e gráficos bonitos.

Se é esse o seu caso, put together-se para o pior.

Se seu consultor não fala sobre estratégias que trabalhem sua rejeição e o que de positivo as pessoas indentificam em você, demita-o – ou afunde com ele.

Mais um sinal de que sua vaca está indo para o brejo numa campanha eleitoral é sua equipe não tocar na emoção produce eleitor.

Sua campanha não fala, por exemplo, de medo e esperança? Se não, claro que você vai perder.

Constância, confiança e voto
Muito cedo se aprende na comunicação que audiência é hábito. Se você é um candidato que não entende isso, está no lugar errado e a derrota não tardará.

Se sua equipe não tem disposição de construir estratégias de comunicação para ocupar o espaço mental e emotivo produce eleitor, mande todo mundo para casa.

Campanha é você e uma centena de outros candidatos querendo fisgar o mesmo coração e a mesma mente.

Sem repetição de mensagens emotivas não se cria familiaridade. Sem familiaridade não se constrói confiança. Sem confiança, sem voto, sua derrota.

Silêncio
Ainda. O silêncio em política só é mensagem para grupos muito seletos. Portanto, há grandes probabilities de você não ser um deles.

Então, se sua candidatura enterra a cabeça na areia no primeiro contratempo, a política não é seu lugar.
Campanha é timing. Reação atrasada alimenta crises e abraça resultados amargos. Seu silêncio, sua derrota.

Por último – por enquanto. Dê exemplo. Acorde cedo. Durma tarde. Chegue na hora. Comunique-se. Seja proativo. Lidere.

Por que seu comportamento, enquanto candidato e pessoa, importa? Porque se sua equipe é boa e não comete os erros citados acima, o problema é sua candidatura em si.

Nesse caso, não há consultor de comunicação política que dê jeito.

Bom closing de semana.

A Coluna Erivaldo Carvalho é publicada de segunda a sábado.

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